Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

Selo - Saúde Feita no Brasil

Publicado em 06/03/21

NOTÍCIAS

Manifesto da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

A Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH) entrou em 2021 com a expectativa e a honra de

completar 50 anos de existência. São cinco décadas dedicadas a aprimorar a gestão da saúde em nosso país
continental, levando em conta as suas especificidades regionais, diferenças culturais e dificuldades de acesso.
Temos orgulho de carregar em nossa história o movimento que culminou na criação da primeira faculdade de
gestão em saúde do Brasil, iniciativa essa que se disseminou por todas as regiões, formando profissionais
especializados em gerir de maneira assertiva e técnica os recursos e todo o conhecimento científico à disposição
de nossa população.


Sendo o Brasil um país continental, certamente o enfrentamento de uma pandemia que assola o planeta não seria
fácil. Os problemas são inúmeros, desde a falta de leitos – mesmo após um ano de pandemia e com todas as
previsões de que uma segunda onda viria ainda mais forte –, passando pela falta de oxigênio, de máscaras, de
luvas, de pagamentos em dia aos profissionais de saúde em muitos municípios e de vacinas.


Nesse último item – vacinas – destacamos que um país como o Brasil, que se tornou referência em vacinação ao
longo das últimas décadas, tem condições de promover a parceria entre União, Estados e Municípios para que a
melhor solução seja aplicada. Tomadas as devidas proporções, em 2010, durante a epidemia de H1N1, em julho
daquele ano, o país já tinha ultrapassado a meta de vacinar pelo menos 80% do público-alvo, superando o índice
alcançado por outras nações, como Estados Unidos, México, Suíça, Argentina, França e Alemanha. Em poucos
meses, a maior vacinação da história do Brasil se concretizou, graças ao planejamento e à boa articulação entre
governos e os players de saúde.


Obviamente, não seria possível esperar a mesma eficiência da epidemia H1N1 durante a pandemia de
Coronavírus. A realidade que vivemos hoje, em 2021, é muito mais grave do que a de 2010, a vacina levou mais
tempo para ser desenvolvida, o número de contaminados e mortos é infinitamente maior e os desafios,
proporcionalmente, também. No entanto, a gravidade de uma pandemia global exige mais eficiência, mais controle,
mais planejamento e muito mais convicção.


O que vemos, entretanto, é um uma situação inconstante que afeta até mesmo a comunicação com a população,
que não se sente segura sobre as informações oficiais, muito menos amparada em suas necessidades de
atendimento em saúde. Até mesmo a imprensa, cujo trabalho é apurar e informar de maneira correta e qualificada,
tem se atrapalhado nesse processo, devido à falta de uniformidade dos dados. Exemplos são inúmeros. Um dos
mais impactantes tem sido a divulgação dos números de contaminados e mortos pela Covid19 no Brasil, um país
continental, em comparação aos números de outras nações, bem menores e menos populosas.


E é para fazer jus a essa trajetória de trabalho e empenho no setor de saúde que viemos a público manifestar
nossa posição com relação à vacinação. A FBAH entende que ações urgentes se fazem necessárias para que a
população tenha acesso imediato à vacina. Por exemplo, as escolas estão retomando as atividades e entendemos
que não faz sentido professores, colaboradores e alunos serem vacinados em momentos diferentes e manterem
a convivência.


Outro exemplo, e aqui transmitimos uma informação importante ao setor da saúde, é o dos gestores e
administradores hospitalares que não são considerados como profissionais da saúde pelo Decreto Governamental
que estabelece as profissões.


Assim, a FBAH requereu ao Ministério da Saúde e está atuando fortemente para que estes profissionais sejam
assim considerados e incluídos no grupo prioritário de vacinação pois, mesmo não atuando na linha de frente do
combate ao Coronavírus, circulam pelos hospitais e convivem com outros profissionais que assim o fazem.
Estamos envidando todos os esforços para que o referido Decreto seja retificado, incluindo essa categoria
profissional que, ao nosso ver, é responsável por grande parte do empenho para que os atendimentos ocorram da
melhor forma possível, dentro desse cenário caótico causado pelo vírus.


Em nome da boa ciência, do conhecimento técnico, da boa gestão e da saúde de nossa população, manifestamos
nosso desejo de que os líderes se articulem, se unam e comecem a atuar de maneira cooperativa e solidária, em
prol da vacinação em massa de nossa população e da consequente, e urgente, recuperação da economia.


Solidarizamo-nos, ainda, com as famílias dos mais de 250 mil brasileiros mortos pela Covid-19. Que os números
nefastos parem de crescer.


São Paulo, 3 de março de 2021
Federação Brasileira de Administradores Hospitalares - FBAH

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